terça-feira, 14 de outubro de 2008

Altos papos na madrugada com amigos ...

Os verdadeiros amigos comemoram o simples fato de estarmos vivos.
Rafa,

Emerson,
Pretinha

Cesar e EU
IDADE DE SER FELIZ
(Mário Quintana)
Existe somente uma idade para a gente ser feliz;
somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los
A despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite a luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se... presente!
e tem a duração do instante que passa.


A vida pode ser boa em qualquer idade, e ter conseguido superar as tristezas que a vida me trouxe (.....) faz bem à minha alma. Não que elas tenham sido esquecidas, mas a maturidade me fez ver que elas fazem parte da vida e que a vida merece ser vivida como quem morde uma manga, com dizia meu pai.
Hoje me dou quase todos os direitos, até porque o tempo agora é mais curto, e não devo desperdiçá-lo com nada que não valha a pena. Meus amigos são em menor número, mas mais bem escolhidos; tenho muito prazer em ficar sozinha e não preciso fazer concessões. Mas, como nada é perfeito, confesso que existem momentos – raros, felizmente – em que preferia estar mal acompanhada do que só.
Nunca mais namorei sério ninguém, o que é uma pena; não há nada melhor do que acordar no meio da noite e ter o homem que você ama dormindo ao seu lado; andar de mãos dadas, olhar o tempo, o céu e as estrelas, rir de bobagens ou mesmo ficar, algumas vezes, chateada, mas é preciso escolher a liberdade ou um homem, porque na maioria das vezes escolhemos errado, e sinto que hoje estou mais seletiva - por essa razão minha escolha foi feita a muito tempo. Se não tenho medo de morrer sozinha? Tenho, claro! Estou esperando "alguém" aparecere, mas caso não apareça, a gente nasce e morre só, isso é elementar.

Houve um tempo em que era moda dizer: “só me arrependo das coisas que não fiz”. Esse arrependimento eu não tenho. Olhando para trás, fiz rigorosamente tudo o que deu vontade de fazer – e continuo fazendo. Só me arrependo, e muito, de algumas coisas que poderia perfeitamente ter dispensado, mas já foi. E evito pensar no passado; ele está lá, guardado, quieto.
É nessa fase que estou. Melhorei em algumas coisas, piorei em outras, mas basicamente sou a mesma; aceito melhor meus defeitos, que considero apenas características, para ficar mais leve. Posso ser tirana e também muito dócil (quando quero), simpática ou insuportável, gosto de uma vida de rotina, de saber precisamente o que vai acontecer no meu dia, ser dona de mim, enfim.
Mas sei que também sou capaz, de repente, de jogar tudo para o alto e mudar tudo – meus gostos, minhas preferências e minha personalidade. E, quando tenho que tomar uma decisão repentina, sempre penso: “E, no fundo, por que não?”. E faço, claro.
Às vezes fico na dúvida: não sei se tenho personalidade alguma ou se tenho muitas, tal a minha capacidade de me virar pelo avesso. Às vezes sinto uma certa nostalgia de não ter nascido numa cidade de uns quinhentos habitantes, em Alter, e lá viver a vida toda, cheia de filhos, sem nunca ter entrado num avião: deve ser fascinante a imaginação das pessoas que têm uma vida tranqüila; mas é tarde para pensar nisso. E talvez, eu do jeito que me conheço, nãoa guentaria essa vida por muito tempo - rs!

Tive a sorte de viver, desde muito cedo, viajar por várias cidades do Brasil, conhecer as mais variadas personalidades de pessoas...... Hoje me pergunto se foi sorte ou se de alguma maneira contribuí para que essa sorte acontecesse. A vida me deu tudo o que poderia me dar, de bom e de ruim. Tenho uma família maravilhosa. Nada me foi poupado: ela foi completa nos dois sentidos. Penso como o escritor Elie Wiesel, que um dia disse: “Depois de tudo o que já vivi, nada que me aconteça poderá me fazer muito feliz, nem muito infeliz”.

Não sentem, não mudam,
não crescem, não amam, não vivem.
Somente as pessoas que correm riscos.....são livres.
Os barcos estão seguros, se permanecem no porto,
mas não foram feitos para isto.
(Fernando Pessoa)


Preta e seu amor nova yorquino - George.




Um comentário:

mirika disse...

Amiga, visitei seu blog hoje cedo, adorei, fotos, textos, alegria, a felicidade...a vida.
Temos tanta coisa para sermos felizes não é? Basta prestar atenção e vivê-los intensamente...
Parabéns por tudo, bjos
Mirika